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Projeto CAFEZINHO “ENTRE NÓS TERAPEUTAS”

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CAFEZINHO “ENTRE NÓS TERAPEUTAS”

Projeto inovador do Check-up do Cérebro, com o objetivo de trocar experiencias ATUALIZADAS com profissionais de diversas disciplinas interessados no tratamento de pacientes com lesão cerebral adquirida e demência.

Esta será uma série de encontros com diversos profissionais que apresentarão através de um bate-papo (de casos clínicos) diversos tratamentos Não Farmacológicos e discutiram as metodologias empregadas e a eficácia de cada intervenção

Os encontros são presenciais com duração de 2 horas e foram projetados para acontecer uma vez ao mês, dependendo do interesse dos participantes.

Nesta oportunidade nosso primeiro encontro será inaugurado pela Dra. Jacqueline Abrisqueta-Gomez que discutirá sobre o tratamento de REABILITAÇÃO COGNITIVA.

DIA: 24/08/2018

Horas: 18.30 a 20.30 hrs  (solicitamos aos interessados chegar no horário)

Local: Rua Borges Lagoa 1080  Vila Clementino São Paulo. (Dependendo da quantidade de participantes o evento poderá ser realizado em outro local próximo).

 

Devido ao evento ser GRATUITO,  para participar de cada encontro, favor enviar um e-mail ao contato@checkupdocerebro.com.br  a fim de verificar se têm vaga disponível. 

Encerramos o recebimento de e-mails até 4 dias antes do encontro. 

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Esta acontecendo agora um estudo que pretende retardar o aparecimento da demência!

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Considerado um dos maiores ensaios de Prevenção Não Farmacológica em demência, com custo aproximado de 10 milhões de dólares e cinco anos de duração, este estudo ambicioso reúne vários hospitais de Toronto com a finalidade de determinar se uma combinação de remediação cognitiva (através de exercícios mentais) e estimulação elétrica do cérebro, pode retardar o início da demência de Alzheimer, bem como outras formas de demência, em pessoas de risco.
O objetivo é aumentar a “reserva cognitiva” para que os pacientes possam continuar funcionando quase normalmente, mesmo que a doença avance, diz o Dr. Benoit Mulsant, chefe do departamento de Psiquiatria da Universidade de Toronto e principal investigador do estudo.

Dr. Mulsant observa que muitas pessoas desenvolvem depósitos de placa amilóide em seus cérebros um sinal característico da doença de Alzheimer. Estes depósitos de proteínas eventualmente interferem no pensamento e na memória. Mas alguns indivíduos são muito mais lentos do que outros para mostrar sinais externos de declínio mental. Em outras palavras, seus cérebros encontram maneiras de contornar o dano cerebral. Pensa-se que essas pessoas têm capacidade mental extra ou uma reserva cognitiva maior, o que permite compensar os efeitos das placas amilóides.

O Dr. Mulsant e seus colegas estão tentando aumentar a reserva cognitiva com uma combinação de treinamento cognitivo computadorizado e estimulação transcraniana de corrente direta para criar um estímulo elétrico leve, que permita as células cerebrais atuar diretamente na modalidade de aprendizagem.
Espera-se que esta abordagem fortaleça o córtex pré-frontal, uma parte do cérebro que desempenha um papel fundamental nas “funções executivas”, geralmente utilizadas para a resolução de problemas, planejamento e raciocínio.
Sabemos que ainda estamos longe de prevenir completamente a demência de Alzheimer, por isso nossa expectativa é retardar o tempo do aparecimento dos sintomas de cinco a dez anos, comenta o Dr. Mulsant. Mas a verdadeira resposta desta pesquisa deve ser revelada em 2020, quando os pesquisadores analisarão os primeiros cinco anos dos dados obtidos no estudo.
As iniciativas de financiamento para o desenvolvimento de pesquisas não farmacológicas (de longa escala) já são uma realidade. Os estudos pretendem fornecer respostas enquanto as possibilidades de neuroplasticidade e aprendizagem no envelhecimento. Além de estimular uma visão mais positiva e otimista sobre o enfrentamento da doença, incentivando a adultos e idosos a ter uma mudança de atitude, procurando atividades e qualidade de vida como uma opção para o retardo do aparecimento de síndromes demenciais.

Texto por: Dra. Jacqueline Abrisqueta-Gomez

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O risco da doença de Alzheimer familiar em Mulheres

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Diante à comum perda de memória que apresentam pessoas com doença de Alzheimer (DA) existe uma série de alterações (internas e externas), que determinam não só seu aparecimento senão a progressão e o curso da doença. É comum assumir que o gênero feminino seja o de maior risco para desenvolver DA, uma vez que tendem a viver mais do que os homens. No entanto, um recente estudo tenta mostrar que está explicação é provavelmente uma simplificação excessiva do que realmente acontece.
Alzheimer é uma doença idade-dependente, com maior chance de acontecer conforme vai aumentando a idade do idoso, neste caso nos referimos ao tipo de “DA esporádica” com maior incidência entre os idosos.
Contudo, algum estudos sugerem que aproximadamente 40% dos pacientes que possuem no seu histórico um antecedente familiar, apresentam um início precoce da doença, antes dos 60 ou 65 anos, neste caso nos referimos à “ DA familiar”, que tem um componente hereditário, indicando que a genética está fortemente relacionada à doença. Apesar disso, não é descartada a influência de outros fatores, no desenvolvimento da doença.
A definição da contribuição genética na DA é difícil de ser determinada com clareza em razão das dificuldades técnicas para realizar esse tipo de pesquisas, entretanto, recentes estudos estão elucidando alguns fatores relevantes para sua prevenção.
É o caso do recente estudo publicado na revista JAMA (agosto 2017), que pretende elucidar se o gênero das pessoas com carga genética, tem relevância para o desenvolvimento da DA ou Comprometimento Cognitivo Leve (fase preliminar à DA)
A publicação analisou 27 estudos de pesquisas independentes do Global Alzheimer’s Association Interactive Network, onde constaram os dados de aproximadamente 58,000 participantes (mulheres e homens), todos portadores de uma cópia de apolipoproteína E (APOE ε4) gene que parece conferir o risco hereditário para a manifestação da doença.
A técnica estatística que combinou os resultados provenientes dos diferentes estudos, mostrou que o sexo feminino estava com maior risco de desenvolver DA entre as idades 65 e 75 anos. O estudo sugere que mulheres com uma predisposição genética para desenvolver a DA, apresentam uma janela de 10 anos, em comparação aos homens com riscos genéticos similares. Segundo os pesquisadores, a janela parece ocorrer aproximadamente 10 anos após o início da menopausa, quando os níveis de estrogênio estão em queda, o que poderia explicar os resultados.
Os achados precisam ser analisados em outras populações, uma vez que os estudos (da metanálise) pertencem a um banco de dados de população americana e europeia.
Entretanto, os pesquisadores sugerem que os trabalhos de prevenção estejam direcionados a estudar os sintomas das mulheres com predisposição genética, 10, 15 ou mesmo 20 anos antes ao período mais vulnerável (65 a 75 anos), isto contribuirá para a detecção dos indícios da DA, além de permitir identificar diversas propostas de intervenções precoces para o retardo do aparecimento da doença.

Dra. Jacqueline Abrisqueta-Gomez
Fonte: Neu SC, Pa J, Kukull W, et al., Apolipoprotein E Genotype and Sex Risk Factors for Alzheimer Disease. A Meta-analysis. JAMA Neurol. Published online August 28, 2017. doi:10.1001/jamaneurol.2017.2188

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Esperança na Prevenção da Demência no Idoso!

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Um estudo publicado na revista JAMA, mostrou que a prevalência da demência entre os idosos americanos tem diminuído significativamente (de 11,6% a 8,8%) entre 2000 e 2012 (Langa e colaboradores 2017). Isto significa que menos adultos com mais de 65 anos apresentam sintomas de demência em Estados Unidos. Ao parecer existem 2 principais fatores que contribuíram para isto, um deles reside no aumento da escolaridade ou aprendizado de novas habilidades entre a população idosa, o que propicia maior reserva cognitiva (fator protetor do cérebro) o segundo é o controle dos fatores de risco cardiovasculares, já que o número de pessoas que procuraram tratamento para hipertensão, colesterol alto e diabetes, também acelerou durante esses anos.
Contudo, é possível que o conjunto completo de fatores, sociais, comportamentais, nutricionais, e outros, também tenham contribuído para o controle da prevalência da demência entre os idosos. Portanto, entender o peso de cada fator protetor é relevante pois facilitaria a prevenção das demências no idoso.
Infelizmente no Brasil esta realidade é inversa, um artigo publicado por Burla e colaboradores (2013), manifesta que a demência cresce acentuadamente com a idade em especial entre as mulheres e os analfabetos os quais apresentam uma prevalência mais elevada. Dessa forma, a prevalência brasileira média apresenta-se mais alta que a mundial. Segundo os pesquisadores as projeções para a população brasileira apontam para um crescimento na taxa de prevalência de demência (na população com 65 anos e mais) de 7,6% para 7,9% entre 2010 e 2020, ou seja, 55.000 novos casos por ano.
Devido a que poucas pessoas percebem como seus hábitos afetam sua saúde é necessário que todos contribuíamos compartilhando estas informações e criando mais consciência sobre as possibilidades do controle da demência, incentivando entre a população idosa a pratica de atividades onde façam uso não só das habilidades físicas senão também mentais, além de auxilia-los na detecção e tratamento de qualquer problema de saúde.
Procure informação e esclareça sempre que possível suas dúvidas em relação a sua saúde !

Dra. Jacqueline Abrisqueta-Gomez

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É possível reverter problemas iniciais de memória ou outros déficits Cognitivos?

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A resposta para esta questão parece ser ‘isso depende’. Geralmente, quando a pessoa envelhece, podem surgir mudanças na memória ou outras habilidades cognitivas.
Quando o rebaixamento cognitivo é comprovado a pessoa pode ser diagnosticada com Comprometimento cognitivo leve (CCL). Em realidade está não é uma doença em si, pelo contrário, é uma descrição clínica. Mas dependendo de sua causa, o CCL é potencialmente reversível. Por exemplo, quando é devido ao uso de certos medicamentos, alterações de sono, depressão, menopausa, estresse ou outros problemas de saúde. Nesses casos, quando a doença ou situação subjacente é tratada as habilidades cognitivas podem melhorar ou ficar estáveis. Caso o CCL agrave e comprometa atividades da vida diária, podemos estar falando de um estágio inicial de Alzheimer ou outro tipo de demência.
As razões pelas quais alguns idosos tem mais chances de reverter o diagnóstico e voltar a ter um desempenho cognitivo normal estão sendo recentemente estudadas. É o caso de uma pesquisa conduzida pela Universidade de Medicina em Austrália, que analisou os fatores preditivos de reversão do CCL durante 2 anos em um grupo de 223 idosos. Do grupo de idosos só 66 idosos conseguiram reverter o quadro. Dentre os fatores preditivos de reversão, foram referidos o estilo de vida dos idosos, com atividades mentais complexas e abertura a novas experiências. Além disso, foram notadas habilidades sensoriais aguçadas (visual e olfatória) e um maior volume nas estruturas do hipocampo e amígdala esquerda, entre outros fatores.
Entretanto, para quem se preocupa com a sua memória ou a de um ente querido, fazer um Check-up do funcionamento cognitivo, além de ser uma atitude preventiva, é uma ótima oportunidade para conhecer as forças e fraquezas de nosso desempenho cognitivo, além de ser relevante para reconhecer que tipo de atividades são mais apropriadas e/ou desafiadoras, para potencializar nossa atividade cerebral.
Dra. Jacqueline Abrisqueta-Gomez
Diretora do Check-up do Cérebro

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Game pode melhorar alguns sintomas de comprometimento cognitivo leve

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Pesquisadores da Universidade de Cambridge desenvolveram um aplicativo de treinamento cerebral chamado “Game Show”, com o objetivo de melhorar a cognição e motivação de pessoas que apresentam rebaixamento de memória (no cotidiano) e que foram diagnosticadas com Comprometimento Cognitivo Leve (CCL).
O estudo liderado pelo Dr. Savulich e colaboradores, envolveu 42 pessoas com CCL, com idade igual ou superior a 45 anos. Todos os participantes passaram por uma série de testes cognitivos além de avaliações de humor e foram divididos aleatoriamente em dois grupos. Num dos grupos as pessoas receberam sessões (de 1 hora) de treino cognitivo, por médio de um game interativo (em Ipad), em total ficaram jogando 8 horas num período de 4 semanas. No outro grupo os participantes apenas foram a visitar a clínica, durante o mesmo período de tempo.

O aplicativo de treino cognitivo incentivava ao jogador a participar de um game chamado “show de jogo” onde eles deveriam associar corretamente vários padrões geométricos em diferentes locais do Ipad. Como parte da abordagem, cada vez que o jogador identificava e associava corretamente os padrões geométricos, eles ganhavam moedas de ouro. Além disso, o jogo aumentava de complexidade proporcionalmente com as habilidades do jogador. Quanto mais eles acertavam as respostas, ganhavam mais moedas e por consequência o jogo era mais desafiador e mantinha aos jogadores motivados.
O estudo revelou que pessoas que participaram do grupo do jogo melhoraram em 40% seus resultados em testes de memória episódica e visual, em comparação aos participantes que só visitaram a clínica. Também, o jogo aumentou a autoconfiança e prazer dos participantes, motivando-os a continuar jogando, mesmo quando o estudo tinha concluído.
Os cientistas declaram existir evidências crescentes de que o treino cognitivo pode ser benéfico para aumentar a cognição e a saúde cerebral, mas precisa ser baseado em pesquisas sólidas e desenvolvidas de acordo às necessidades e perfil cognitivo do paciente, pelo que esperam estender essas descobertas em futuros estudos de doença de Alzheimer leve e envelhecimento cognitivo saudável.

Por Dra. Jacqueline Abrisqueta-Gomez (Julho 2017)