Demência e Problemas Cognitivos

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Esta acontecendo agora um estudo que pretende retardar o aparecimento da demência!

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Considerado um dos maiores ensaios de Prevenção Não Farmacológica em demência, com custo aproximado de 10 milhões de dólares e cinco anos de duração, este estudo ambicioso reúne vários hospitais de Toronto com a finalidade de determinar se uma combinação de remediação cognitiva (através de exercícios mentais) e estimulação elétrica do cérebro, pode retardar o início da demência de Alzheimer, bem como outras formas de demência, em pessoas de risco.
O objetivo é aumentar a “reserva cognitiva” para que os pacientes possam continuar funcionando quase normalmente, mesmo que a doença avance, diz o Dr. Benoit Mulsant, chefe do departamento de Psiquiatria da Universidade de Toronto e principal investigador do estudo.

Dr. Mulsant observa que muitas pessoas desenvolvem depósitos de placa amilóide em seus cérebros um sinal característico da doença de Alzheimer. Estes depósitos de proteínas eventualmente interferem no pensamento e na memória. Mas alguns indivíduos são muito mais lentos do que outros para mostrar sinais externos de declínio mental. Em outras palavras, seus cérebros encontram maneiras de contornar o dano cerebral. Pensa-se que essas pessoas têm capacidade mental extra ou uma reserva cognitiva maior, o que permite compensar os efeitos das placas amilóides.

O Dr. Mulsant e seus colegas estão tentando aumentar a reserva cognitiva com uma combinação de treinamento cognitivo computadorizado e estimulação transcraniana de corrente direta para criar um estímulo elétrico leve, que permita as células cerebrais atuar diretamente na modalidade de aprendizagem.
Espera-se que esta abordagem fortaleça o córtex pré-frontal, uma parte do cérebro que desempenha um papel fundamental nas “funções executivas”, geralmente utilizadas para a resolução de problemas, planejamento e raciocínio.
Sabemos que ainda estamos longe de prevenir completamente a demência de Alzheimer, por isso nossa expectativa é retardar o tempo do aparecimento dos sintomas de cinco a dez anos, comenta o Dr. Mulsant. Mas a verdadeira resposta desta pesquisa deve ser revelada em 2020, quando os pesquisadores analisarão os primeiros cinco anos dos dados obtidos no estudo.
As iniciativas de financiamento para o desenvolvimento de pesquisas não farmacológicas (de longa escala) já são uma realidade. Os estudos pretendem fornecer respostas enquanto as possibilidades de neuroplasticidade e aprendizagem no envelhecimento. Além de estimular uma visão mais positiva e otimista sobre o enfrentamento da doença, incentivando a adultos e idosos a ter uma mudança de atitude, procurando atividades e qualidade de vida como uma opção para o retardo do aparecimento de síndromes demenciais.

Texto por: Dra. Jacqueline Abrisqueta-Gomez

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